"Se ela tivesse a coragem de morrer de amor
Se não soubesse que a paixão traz sempre muita dor..."
("se ela quisesse")
...
sexta-feira, 9 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
segunda-feira, 5 de março de 2012
sábado, 3 de março de 2012
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Sou algo que não pode ser considerado real?
O que chamamos de "eu" existe através de sentimentos, sensações e desejos. Aquilo que lembro de "mim", apenas é memória. E sempre, tudo, independente da qualidade de emoção, age em nós a partir de fora.
Me contenho em uma a parte física que tão logo não me pertencerá, mais algo etéreo que é tudo para mim mas que não existe, nunca, por vontade própria.
Me contenho em uma a parte física que tão logo não me pertencerá, mais algo etéreo que é tudo para mim mas que não existe, nunca, por vontade própria.
A.
você, que te conheço por escrito, tão bem
você, que não me conhece, não sabe que existo
você, que me faz questionar a vida através das tuas palavras
você, que me faz querer encontrar-me nas tuas linhas
você, que desejo secretamente...a tanto tempo...
você, que não saberá que é para ti que escrevo
você, que não me conhece, não sabe que existo
você, que me faz questionar a vida através das tuas palavras
você, que me faz querer encontrar-me nas tuas linhas
você, que desejo secretamente...a tanto tempo...
você, que não saberá que é para ti que escrevo
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Anupâdaka
"(...)é preciso matar teu pai e tua mãe
dentro de ti
para que possas parir-te a ti mesmo"
(Zackia)
dentro de ti
para que possas parir-te a ti mesmo"
(Zackia)
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Às coincidências
"Nossa vida quotidiana é bombardeada de acasos, mais exatamente encontros fortuitos entre as pessoas e os acontecimentos - aquilo que chamamos de coincidências. Existem co-incidências quando dois acontecimentos inesperados acontecem ao mesmo tempo, quando eles se encontraram: Tomas aparece no restaurante no momento em que o rádio toca Beethoven. Na sua imensa maioria, essas coincidências passam completamente despercebidas. Se o açougueiro da esquina tivesse vindo sentar à mesa do restaurante em vez de Tomas, Tereza não teria notado que a rádio tocava Beethoven. (...) Mas o amor nascente aguçou nela a percepção de beleza, (...) O homem, inconscientemente compõe sua vida segundo as leis da beleza mesmo nos instantes do mais profundo desespero. (...) O romance não pode, portante, ser censurado por seu fascínio pelos encontros misteriosos dos acasos (...) Mas podemos, com razão, censurar o homem por ser cego a esses acasos na vida quotidiana, privando assim a vida de sua dimensão de beleza."
(Milan Kundera "A insustentável leveza do ser)
(Milan Kundera "A insustentável leveza do ser)
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
domingo, 12 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
sábado, 4 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Nossa senhora
Havia um corpo estendido na rua. Um embrulho mirrado, pequeno, torto.
Nem homem, nem mulher, apenas um susto funesto colado no chão quente de asfalto.
Nem homem, nem mulher, apenas um susto funesto colado no chão quente de asfalto.
terça-feira, 3 de janeiro de 2012
Mas alguém que por acaso se soube da vida
Foi estranho, hoje olhei uma foto sua e percebi que não te conheço mais. Mas não um "não conheço tipo, pouco",
foi um "não conheço tipo, muito". Foi como olhar sem significado, olhar e não reconhecer, simplesmente olhar e passar em branco. Foi com espanto que constatei que de fato não o conheço. Se tivesse morrido eu também não saberia. É estranho que alguém tão intimamente próximo com o tempo tenha se transformado em absolutamente um desconhecido.
foi um "não conheço tipo, muito". Foi como olhar sem significado, olhar e não reconhecer, simplesmente olhar e passar em branco. Foi com espanto que constatei que de fato não o conheço. Se tivesse morrido eu também não saberia. É estranho que alguém tão intimamente próximo com o tempo tenha se transformado em absolutamente um desconhecido.
sábado, 31 de dezembro de 2011
Mais do que uma época, a modernidade é uma ética?
“[Para o filósofo Michel Foucault], a modernidade equivale sobretudo a uma atitude, ‘um modo de se relacionar com a realidade contemporãnea’. Essa atitude possui dois aspectos principais. O primeiro é uma atenção ao tempo presente, o contínuo questionamento do contexto ao qual pertencemos, que nos molda e em relação ao qual devemos nos situar. Repetindo Baudelaire, Foucault afirma: ‘Você não tem o direito de desprezar o presente’. Mas a modernidade é também, e crucialmente, ‘um modo de relação consigo mesmo’, o que Foucault chamou de ‘asceticismo indispensável’. ‘Ser moderno’, ele explica, ‘é não aceitar a si mesmo como se é no fluxo dos momentos que passam; é tomar a si mesmo como objeto de uma elaboração complexa e difícil (…). É sentir-se compelido a se inventar’. Assim, para Foucault, a atitude que define a modernidade é essa atitude crítica de constante interrogação sobre quem somos, como fomos constituídos como sujeitos e, simultaneamente, de trabalharmos nossos limites e tentarmos ir além deles, ‘um trabalho paciente que dá forma à impaciência da liberdade’.”
Trecho do ensaio Ruth Corrêa Leite Cardoso: a Intelectual e Seu Tempo, de Teresa Pires do Rio Caldeira
(Do blog www.armandoantenore.com.br - clique no titulo para ver o blog inteiro)
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Ele é lindo. É lindo, para mim.
Eu gostaria de conseguir decora-lo.
Olhando com atenção seus olhos são claros.
Não castanho-escuro como eu pensava. são claros.
A barba. Abarba sim, é escura, os cabelos.
Tenho vontade de tocá-lo. Me pergunto se ele percebe.
Dos dois botões abertos na camisa branca vejo os pêlos do seu peito.
Sentado a minha frente com os braços e o queixo apoiados no encosto de outra cadeira
repetindo "eu te amo" "eu te amo" "eu te amo". Parece verdade.
A verdade de um closer na tela do cinema.
Sou tragada para bem perto. Olhos claros, botões abertos, pêlos.
Do outro lado da mesa, não consigo me impedir de sorrir.
sexta-feira, 16 de dezembro de 2011
quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
domingo, 11 de dezembro de 2011
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Um dia, um belo dia sem avisar
simplesmente
virei pedra
esqueci o ritmo
secou
parou
acabou
emudeceu
não penso mais poeticamente.
não sinto mais poeticamente.
embruteci
me tornei trivial
tediosamente trivial
e repetitiva.
redundante
clichê
quão clichê pode ser tentar tornar poesia a falta dela.
quão patético pode ser escrever-se para explicar a si mesmo
expelir ou aliviar algo que não quer sair.
deu um nó
desaprendi a escrever
(E não aguento mais falar de amor!)
simplesmente
virei pedra
esqueci o ritmo
secou
parou
acabou
emudeceu
não penso mais poeticamente.
não sinto mais poeticamente.
embruteci
me tornei trivial
tediosamente trivial
e repetitiva.
redundante
clichê
quão clichê pode ser tentar tornar poesia a falta dela.
quão patético pode ser escrever-se para explicar a si mesmo
expelir ou aliviar algo que não quer sair.
deu um nó
desaprendi a escrever
(E não aguento mais falar de amor!)
domingo, 20 de novembro de 2011
Conselhos de amor
Conselhos de amor não servem para nada.
Não adianta que eu diga "não vá ao encontro dele"
Você vai.
Eu sei que você sabe que vai, que você sabe que eu sei que vai.
Por mais que você me diga "você está certa"
Os seus olhos tem uma ansiedade que te traem.
Não adianta que eu diga "não vá ao encontro dele"
Você vai.
Eu sei que você sabe que vai, que você sabe que eu sei que vai.
Por mais que você me diga "você está certa"
Os seus olhos tem uma ansiedade que te traem.
domingo, 13 de novembro de 2011
terça-feira, 25 de outubro de 2011
Resumo
Resumindo
digamos que oscilamos
entre alegria e tristeza
quase como dizer
entre o céu e a terra
ainda que o céu de agora e o de sempre
se ausente sem aviso
as ideias vão se tornando sólidas
sensações primárias
palavras ainda em rascunho
corações que batem como máquinas
serão nossos ou de outros?
este choro de inverno não é igual
ao suor do verão
a dor é um preço / não sabemos
o custo inalcançável da sabedoria
pensamos e pensamos duramente
e uma paixão estranha nos invade
cada vez mais tenaz
mas mais triste
resumindo
não somos o que fomos
nem menos do que fomos
temos uma desordem na alma
mas vale a pena sustenta-la
com as mãos / os olhos / a memória
tentemos pelo menos nos enganar
como se o bom amor
fosse a vida
(Mario Benedetti - do livro "Biografia para encontrarme")
digamos que oscilamos
entre alegria e tristeza
quase como dizer
entre o céu e a terra
ainda que o céu de agora e o de sempre
se ausente sem aviso
as ideias vão se tornando sólidas
sensações primárias
palavras ainda em rascunho
corações que batem como máquinas
serão nossos ou de outros?
este choro de inverno não é igual
ao suor do verão
a dor é um preço / não sabemos
o custo inalcançável da sabedoria
pensamos e pensamos duramente
e uma paixão estranha nos invade
cada vez mais tenaz
mas mais triste
resumindo
não somos o que fomos
nem menos do que fomos
temos uma desordem na alma
mas vale a pena sustenta-la
com as mãos / os olhos / a memória
tentemos pelo menos nos enganar
como se o bom amor
fosse a vida
(Mario Benedetti - do livro "Biografia para encontrarme")
segunda-feira, 3 de outubro de 2011
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Quando te vi estava tão escuro, que eu nem me lembro
Sonhei com ele um amor, um amor tipo assim proibido, um amor complicado.
Ele mora longe, não fala a minha língua. Eu gosto de samba, ele balança com o pop.
Sonhei que ele me amava e eu o amava também.
Sonhei que ele vinha e me levava à beira mar, mudava para minha casa. Não ia embora jamais
Eu fazia de conta que tinha encontrado o amor, tipo assim o amor da vida que demorou a passar.
Peguei o bonde, fui embora feliz. Feliz pra sempre.
Sonhei que não era sonho. Ele chegou e não fui. Ele passou e não encaixou.
Eu falava sobre rosas e as coisas da vida natural, ele me dizia um som de metal blá blá blá
Outra coisa que eu nem entendia.
Aperta minha mão. Te ligo. Sim espero. Espero não. Liga não...
domingo, 25 de setembro de 2011
sábado, 24 de setembro de 2011
A vida é dor, e não preciso estar doendo para escrever isso.
De se perder um amor ou a separação inevitável entre pais e filhos.
Crescer, viver os anos, mudar, é um abandonar-se constante.
Continuamos porque é assim que deve ser.
Vivo porque meus pais seguiram o curso natural da vida.
Parto porque sou "eu", não sou você, não sou mais ninguém, 1.
Sou um ser humano na permanente e solitária busca de si mesmo.
Vivemos para simplesmente dar espaço aos que virão. Destruição inerente à vida.
Daqui a cem anos serão outros, e eu...
De se perder um amor ou a separação inevitável entre pais e filhos.
Crescer, viver os anos, mudar, é um abandonar-se constante.
Continuamos porque é assim que deve ser.
Vivo porque meus pais seguiram o curso natural da vida.
Parto porque sou "eu", não sou você, não sou mais ninguém, 1.
Sou um ser humano na permanente e solitária busca de si mesmo.
Vivemos para simplesmente dar espaço aos que virão. Destruição inerente à vida.
Daqui a cem anos serão outros, e eu...
sábado, 27 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Só os santos peladinhos sem cabelos vão para o céu.
Grandes gênios da humanidade não merecem um lugar ao sol do céu?
Mas afinal quem merece, se é mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha?...
Se até pensando agente trai, agente mata, agente julga, agente ama. Mesmo as beatas. Aposto.
Os apaixonados não vão para o céu? e nós, os normais?
De que adianta ser devoto se ainda assim terei desejos?
De que adianta ser devoto se ainda assim terei desejos?
A minha vó tão digna, só por causa de um pensamento ou outro não vai para o céu?
Será pior estar encerrado em uma cela sozinho ou dividir um cubículo super lotado?
Lá não se pode peidar, não se pode chorar. não se tem silêncio.
Não ter liberdade, esse é o problema, o resto não faz tanta diferença.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
"- Eu costumava fazer longos discursos após você partir. Eu falava sempre com você, mesmo quando estava sozinha. Conversava com você por meses a fio. Eu até imaginava que você me respondia.
Conversávamos longamente. Só nós dois. Era como se você realmente estivesse comigo.
Eu o escutava, via-o, sentia seu cheiro...Eu podia ouvir sua voz.
As vezes sua voz acordava-me no meio da noite, como se estivesse comigo.
depois...Tudo foi acabando. Já não podia imaginar você. Tentei falar com você como sempre fazia,
mas foi em vão. Já não podia mais ouvi-lo. Então... Eu apenas desisti."
mas foi em vão. Já não podia mais ouvi-lo. Então... Eu apenas desisti."
(Jane- "Paris,Texas")
sábado, 20 de agosto de 2011
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
- Ô Lia eu não consigo para de pensar nele, será que ele pensa em mim assim também?
- Não sei, agente não tem como saber, esse é o problema...
- Hahaha, é, sse é o grande dilema das mulheres...acho que eu estou apaixonada...
- Xiiiiiu, não fala isso!
- Porque?
- Porque quando agente fala, agente acaba se apaixonando mesmo, quando agente diz pra
outra pessoa então...Já tá perdida!
- iiiii...então...
- Não sei, agente não tem como saber, esse é o problema...
- Hahaha, é, sse é o grande dilema das mulheres...acho que eu estou apaixonada...
- Xiiiiiu, não fala isso!
- Porque?
- Porque quando agente fala, agente acaba se apaixonando mesmo, quando agente diz pra
outra pessoa então...Já tá perdida!
- iiiii...então...
quinta-feira, 11 de agosto de 2011
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
sábado, 6 de agosto de 2011
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
terça-feira, 26 de julho de 2011
1
A rua estava cheia de gente, jovens em busca de alguma coisa que nunca se sabe bem o que. Diversão...Talvez, e no meio daquela turbamulta estava Isla tentando controlar o próprio coração que parecia estar sendo esmagado. Sentia-se bêbada e deprimida mas bebia um pouco mais para conseguir sorrir. Ele estava ao lado conversando com uma garota. Podia sentir sua presença, perceber cada movimento que ele fazia, sem que para isso precisasse necessariamente olha-lo. Isla não sabia o que falavam, não sabia se era uma conversa cheia de segundas intenções ou mesmo sem interesse, não importava, aquilo doía.
Se perguntava se os amigos podiam desvendar seus olhos que gritavam -loucos-. Esperava que não. Estava quase saltitante, falando bobagem, rindo sem vontade. mas por dentro era como se o tempo passasse em marcha lenta, sentia-se só num vácuo de pessoas movendo-se vagarosamente.
Se perguntava porque ainda insistia, embora dissesse que não sabia, sabia sim. Agente sempre sabe. Estava ali porque não conseguia respirar sem ele e insistia porque no fundo tinha esperanças no dia em que ele perceberia que sempre a amou, não à outra. jamais.
sábado, 23 de julho de 2011
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