É muito sedutor se apegar ao que a cabeça chama de amor, mas isso não é amor.
O amor está dentro como uma força maior que poucas vezes, vezes preciosas, entramos em contato. E é tão bom e nos escapa tão rapidamente que queremos apreende-lo para sempre.
Imediatamente a cabeça se apodera. Entramos em um fluxo difícil de perceber, difícil de escapar. É como está na frente de um muro muito alto batendo a cabeça repetidamente na parede, quando seria mais fácil simplesmente virar para o lado, mudar de direção. Mas não é fácil.
A esse conjunto de sensação que mais tem a ver com vaidade, egoismo, medo, fraquezas pessoais entre outras coisas, damos o nome de "amor".
Mas se por um segundo nos for possível separar a cabeça do que chamamos de "eu"... É como um minuto de suspensão. Um furacão que gira em uma imagem muito lenta na qual é possível ver cada partícula de poeira em seu movimento individual. Me pergunto, "o que tenho dentro?". Certamente nunca encontro o que instantes antes eu estava completamente identificada como uma verdade absoluta. Nem uma questão é tão grande. "Essa não sou eu".
Mas então, "o que é o amor consciente?" eu o pergunto. "O que é o amor, primeiramente?" ele me devolve. " 'O amor consciente desperta o mesmo em resposta. O amor emocional provoca o contrário. O amor físico depende da polaridade.' O amor emocional e físico, ok, eu consigo compreender... mas o amor consciente?... eu não faço ideia do que seja, nem me ocorre nada à mente o que seria."
-Lia Saboia -
Nenhum comentário:
Postar um comentário