quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Eu gostaria de um cigarro. tomo um gole de água. Meus joelhos doeram o dia todo, está ficando mais difícil. Lembro-me da coluna "mas não é agora que vou ajeita-la" "porque não?" "porque sou fraca e o mínimo esforço é um peso muito grande" "você é uma máquina não poderia ser de outra forma", assim sucede a batalha em minha mente. O instante de liberdade necessário para que eu perceba minha própria deficiência aprisiona no sentimento de impotência. É preciso fazer o esforço. Mais um gole de água. Endireito a postura. Meus joelhos ainda doem, ainda quero um cigarro que eu sei, será em vão. Acenderei, darei um trago e o jogarei fora porque já não suporto o gosto (sou feliz por isso). É necessário ser resistente. Não acendo.
Porém estou tão distante... Algumas vezes percebo o que "não sou" mas ainda não sei "o que sou"... Talvez, porque "não sou".
- Lia saboia -
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