Era uma menina que começou a quase sofrer por um cara, lembrava-se de que era assim, depois de 3 semanas teria esquecido. Parece que era esse o tempo de validade dos quase amor, mas mesmo assim, quase estava apaixonada e quase sofria na luta entre agir por impulso, saciando as ânsias e depois chorar. Ou ser uma moça sensata e equilibrada.
Então abriu um livro sufista numa página que dizia assim:
"Meu amigo, tudo o que existe,
existe por teu intermédio,
tua própria existência é uma mera pretensão;
chega de tolice! Entrega-te!
E o inferno do teu coração tornar-se-á um céu.
Entrega-te e tudo pode ser alcançado.
Teu egoísmo é um potro destreinado.
Tu és o que és: Daí teus amores e ódios.
Tu és o que és: Daí crença e descrença.
Esperança e medo afastam a aventura da tua porta,
entrega-te e elas desaparecerão."
Um cara sentado numa esquina lhe disse uma frase de um outro filósofo sufista:
"Se está fragmentado e inseguro, que diferença faz quais seriam tuas decisões?"
Então, ela aceitou que na vida é assim. E acendeu umas velas brancas porque estava chovendo, e quando chove o homem tem mais chance de ser perdoado; Quando chove e quando seu filho irá nascer, pois os anjos estão mais próximos da terra. Isso quem disse foi outro sufista.
Nenhum comentário:
Postar um comentário