Quando eu era mais nova costumava chorar todos os dias por desespero de algo que eu não conseguia saber o que.
Também não o sei agora, porém as lágrimas secaram.
É difícil que eu chore. E eu até busco na expectativa de desafogar, esvaziar.
Sem lágrimas, sinto-me atormentada constantemente por borboletas,
não as famosas borboletas na barriga de excitação.
Más, sufocantes borboletas ansiosas no peito.
A espera, sempre a espera da vida que virá.
- Lia Saboia -
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