sexta-feira, 24 de junho de 2011

Quando eu era mais nova costumava chorar todos os dias por desespero de algo que eu não conseguia saber o que. Também não o sei agora, porém as lágrimas secaram. É difícil que eu chore. E eu até busco na expectativa de desafogar, esvaziar. Sem lágrimas, sinto-me atormentada constantemente por borboletas, não as famosas borboletas na barriga de excitação. Más, sufocantes borboletas ansiosas no peito. A espera, sempre a espera da vida que virá.


- Lia Saboia -

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